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Cristina Livramento

jornalista, escritora & fotógrafa
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    Aranha de quintal. Porto Alegre (RS), Brasil.
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  • Funk

    É meia-noite e ainda ninguém chegou para o baile funk na sede da Escola de Samba Mocidade Independente da Lomba do Pinheiro. “É muito cedo, o pessoal costuma chegar bem mais tarde”, avisa o organizador do evento Vanderlei Cardoso. Desde que o funk surgiu no Rio de Janeiro e a mídia o trouxe para os noticiários e programas de tevê, minha cabeça só consegue pensar em: sexo, tráfico e violência entre adolescentes. Meu coração está acelerado, minhas mãos suadas e um nervosismo quase incontrolável toma conta do meu corpo. É minha primeira vez em um baile funk. Estou sozinha, ao lado de gente que vejo pela primeira vez, e emaranhada no preconceito. O tempo passa e o salão está vazio. O bar está aberto e algumas crianças dançam ao som do DJ. Eu disse crianças? Dois garotos de mais ou menos oito anos dançam freneticamente pelo salão. Eles correm de um lado para o outro, como qualquer criança dessa idade, e experimentam sombras e raios coloridos em passos de dança que se confundem com miniaturas de Michael Jackson (com estilo hip hop) e todas as coreografias de grupos de funk que você já teve ter visto em algum televisor de sala de espera. São quase duas horas da manhã e por fim o salão está cheio – não tanto como eu gostaria – mas o suficiente para sentir a típica excitação de noite de festa. O número de crianças aumentou desde que os portões foram abertos, os seguranças do baile estão preocupados, a polícia aparece algumas vezes pra fazer a ronda, mas o que estava realmente me impressionando era o número de famílias que chegavam. Pai, mãe e filhos, tios e tias e sobrinhos, era uma festa familiar! Sentada numa plataforma no fundo do salão vejo atravessar de uma ponta a outra um grupo de garotos e duas garotas. Se acomodam do lado esquerdo do palco e começam a dançar. Eram, com certeza, algumas das estrelas da noite. Altivez, segurança e desenvoltura, marcas de quem entra pra arrasar. E dançam, dançam, dançam que só de olhar fico cansada. – Quero só ver se vão dar conta! Mas a minha dúvida em breve é respondida e eles, depois de praticamente quase três horas, dançando ininterruptamente, sobem ao palco, cantam e dançam pras novinhas (como são chamadas as adolescentes freqüentadoras do baile funk). E as novinhas não têm idade certa, elas respondem com gritos e gestos dos sete aos 60 anos. As novinhas não são adolescentes de pele lisinha e corpo anoréxico, cultuado pela high couture, as novinhas são gente como eu e você, gorda ou magra, com ou sem estria, com ou sem barriga, com ou sem dinheiro pra cabelo bem pintado. As novinhas são aquelas que não tem medo de ir pro baile funk e se divertir. Veja o vídeo: https://vimeo.com/54689382
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  • Fotografia na escola

    Coletânea de fotografias produzidas por alunos de Escolas Públicas da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre: Timbaúva, João Antônio Satte e Marcírio Goulart. O planejamento das aulas foi todo produzido a partir do fotojornalismo com o objetivo de dialogar diretamente com o cotidiano dos alunos. Aproveitamento máximo das crianças e adolescentes e aprovação das professoras que acompanharam as oficinas em salas de aula. Agradecimentos especiais aos professores e diretores das escolas por onde passei.
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  • Desejo

    Essa pesquisa fotográfica começou, em agosto de 2012, na oficina Fotografia Intuitiva e o Desenvolvimento de uma Linguagem Fotográfica Pessoal com o fotojornalista André Liohn. Segue em andamento.
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  • FOTOBRASILIS

    Grupo de fotógrafos, jornalistas, editores, diretores de arte, críticos, curadores, iconógrafos, pesquisadores e interessados em documentação fotográfica envolvidos com a produção de um registro documental sobre a realidade brasileira. O enfoque é apenas fotos do Brasil, cobrindo temas como sociedade, economia, geografia e natureza. Essas são algumas das minhas imagens que participam do grupo. Saiba mais sobre FOTOBRASILIS.
    • Cidade - Porto Alegre (RS)
    • Massa Crítica - POA
    • Marcha das Vadias (POA)
    • Casa tradicional gaúcha
  • FTB – Cena Mineira no RS

    Cobertura fotográfica do Festival de Teatro Brasileiro - Cena Mineira no Rio Grande do Sul. Em Construção.
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  • Arte na Praça

    O Arte na Praça nasceu de uma conversa do fotógrafo Eduardo Barrox com o produtor cultural, Edson Lima com o objetivo de promover happenings e experiências de convivência entre público e artista em tempo real, nas tardes de sábado, durante a Feira de Artes da Praça Benedito Calixto, em São Paulo (SP). A primeira edição aconteceu, em abril de 2008, com o artista plástico Ivald Granato, a segunda, em junho de 2008, com o artista do graffiti e muralista, Eduardo Kobra e a terceira edição, em julho, com o artista plástico José Roberto Aguilar e o escritor Roberto Piva. Depois da morte de Eduardo Barrox, passo a assumir a produção do evento. Esse é o registro, na ordem, das edições seguintes do Arte na Praça. Ivald Granato e José Roberto Aguilar em celebração a memória do fotógrafo e jornalista, idealizador do Jornal da Praça, Eduardo Barrox; Junior Lopes com retrato de retalhos em homenagem ao jornalista gonzo, Hunter Thompson; Dácio Bicudo, Sandra Martinelli e Regina de Barros com a instalação VACA; Imã Foto Galeria com exposição de várias obras fotográficas e a participação de Mr. E e banda; Rodrigo Machado e Cleber Padovani, do Urban Trash Art, e o cantor Reynaldo Bessa; e a última edição, em novembro de 2009, com a banda de reggae Maraca Manca.
    • Ivald Granato e José Roberto Aguilar
    • Junior Lopes
    • Dácio Bicudo, Sandra Martinelli e Regina de Barros
    • Imã Foto Galeria + Mr. E e banda
    • Rodrigo Machado e Cleber Padovani + Reynaldo Bessa
    • Maraca Manca

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